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Do interior à capital: o encontro que está reunindo artistas de todo o RN e pode marcar uma nova fase para o circo e esse novo esporte de equilíbrio. Afinal, o EPEA é esporte ou arte?

  • Foto do escritor: Lion Moura
    Lion Moura
  • 20 de fev.
  • 4 min de leitura

Atualizado: 22 de fev.

A verdade é que o EPEA (Encontro Potiguar de Equilíbrio e Arte) nasceu de uma inquietação.


De ver gente treinando sozinha e acabar encostando o monociclo, por falta de motivação , instrução ou de apoio.


De ver Artistas amigos, que sempre me inspiraram, mas que nunca conseguíamos nos encontrar pra trocar uma ideia ou simplesmente brincar juntos com o mono (forma carinhosa de falar monociclo).


De encontrar outros monociclistas e artistas por acaso e perceber que existia algo maior ali. Uma vontade de se reunir. De trocar. De crescer junto.


De só conseguir participar de eventos de monociclo fora do meu país!


E foi assim que surgiu o I Encontro Potiguar de Equilíbrio e Arte. E.P.E.A


Então já anota na agenda, e coloca lembrete de aviso 2 dias antes, 1 dia antes e no dia.


clique na imagem para acessar o formulário de inscrição do EPEA
clique na imagem para acessar o formulário de inscrição do EPEA

Nos dias 18 e 19 de abril, a Cidade da Criança, (clique para ver endereço) em Natal capital do Rio Grande do Norte, vai virar um ponto de encontro para quem vive o equilíbrio de alguma forma. Gente do interior, da capital e até de outros estados já está se organizando para vir.


E o EPEA não é só sobre monociclo.

É sobre encontro e sobre equilíbrio, pode ser perna de pau, pode ser Slack Line, pode ser na sua Bike, pode ser equilibrando sua clave na cabeça, pode ser se equilibrando num pé só.


No dia 18, a partir das 9h, teremos:

  • Corrida de monociclo ao redor da Cidade da Criança

  • Oficinas de equilíbrio sobre monociclo

  • Desafios e brincadeiras

  • Um debate que sempre aparece: monociclo é esporte ou é arte?

  • E para fechar, um espetáculo circense gratuito, aberto para toda a comunidade

No dia 19, a energia continua:

  • Espetáculos circenses na Cidade da Criança

  • E um circuito de monociclo pelas ruas ao redor, levando o equilíbrio para fora dos muros e para a cidade

Acessar formulário de inscrição: CLIQUE AQUI


A ideia sempre foi simples e grande ao mesmo tempo: Criar um espaço de troca. Fortalecer a prática do monociclo como linguagem artística e esportiva também. Aproximar pessoas. E ocupar a cidade com arte, movimento e alegria.


O monociclo vive nesse lugar curioso… não é só circo é esporte também! É desafio. É concentração. É expressão. É jogo. É treino, e é diversão.


Eu participei do LAUCC (Latin America Unicycle Convention and Championship), em Bogotá, Colombia no ano de 2024. É o maior encontro de monociclistas da america latina, e eu estava nesse ano representando o Brasil, era o único Brasileiro. Posso dizer com certeza, FOI A REALIZAÇÃO DE UM SONHO!



E foi lá que eu percebi a grandeza desse movimento em volta do monociclo, eram atletas de todo o mundo, isso mesmo, atletas, pessoas que não estavam ligadas de forma alguma com o circo, e que praticavam e se dedicavam arduamente a pratica esportiva do monociclo. Mas logicamente também tinha espaço para o monociclo artístico, por isso acho tão lindo o mono, ele é esporte ele é arte ele é movimento.


Eu comecei a brincar no monociclo aos 13 anos de idade, ali foram as primeiras pedaladas, e minha referência era meu pai, que fazia palhaçada em cima do monociclo e eu achava o máximo.


Com a internet comecei a pesquisar sobre, e foi ai que encontrei umas pessoas malucas que saiam andando de monociclo por todo canto, inclusive fazendo trilhas em montanhas (Khris Holm a lenda do Mountain Unicycle CLIQUE AQUI pra assistir exatamente o video que eu assisti há 18 anos), pessoas que faziam truques como se o mono fosse um skate, com manobras de cair o queijo (clica aqui pra assistir esse maluco) sempre quis estar junto de outros monociclistas e confesso que aqui no Brasil o movimento era quase inexistente, e até hoje em dia ainda tem poucos eventos de monociclo.


Apesar de ver os videos pelo youtube quando mais jovem, eu criei um número de monociclo tradicional, utilizando toda a habilidade que aprendi vendo esses caras, no meu número eu subia escada, pulava corda, fazia umas manobras, pulava na cama elástica, cheguei a representar o Nordeste no Festival Mundial de Circo em Belo Horizonte em 2011, com esse número. (CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR).


Mas foi no pós pandemia, quando o circo ainda não estava trabalhando e nós estávamos armados na UNIPAZ, que fica ao lado de um complexo de trilhas para ciclistas, conhecido como "Os tonéis" em Brasília, foi lá que eu comecei a desbravar a modalidade MUNI (Mountain Unicycle), foi na raça, iniciei com um mono aro 20", não coloquei limites topava qualquer desafio, foi muito bom, era como se estivesse voltando a admirar o monociclo novamente, a vida deu um novo brilho, novos desafios, foi um momento mágico.


Mas me encontrava só, precisava trocar figurinhas, saber melhor sobre essa modalidade que lá fora era tão forte, foi ai que conheci outro maluco que estava na mesma vibe, o Maikon Liporoni de São Paulo, ele estava se inscrevendo nas competições de Bike MTB, de longas distâncias e fazendo de monociclo! Eu falei, achei minha tribo, e me inscrevi no Rocky Mountain Games, um desafio de 25km de MTB, apenas eu e ele de monociclo! Foi um momento muito massa, levei toda a família e foi de arrepiar conseguir finalizar essa prova.




O EPEA é a primeira edição, mas já nasce com cara de começo de algo maior.

A produção é minha, Lion Grock, junto com o palhaço e produtor cultural Diego Ventura, nos encontrávamos por ai nos eventos circenses e sempre rolava uma ideia em conjunto de fazer algo assim, Diego é um dos amigos que tem monociclo mas não sabe andar (ainda), ele é uma das pessoas mais desenroladas que já vi, que consegue tirar as ideias da cabeça e colocar em pratica, então foram algumas provocações minhas com provocações dele e um interesse real em estar juntos nesse evento que nasce. Com apoio do Circo Grock, NETCIRCO e da Cidade da Criança.


Se você pratica, se tem curiosidade ou simplesmente gosta de ver gente fazendo coisas que parecem impossíveis… aparece.


Porque no fundo, o EPEA não é só sobre equilíbrio no monociclo.

É sobre o equilíbrio que a gente encontra quando está junto.

 
 
 

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